Palestras

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Realizamos palestras em instituições públicas e privadas.

A etimologia da palavra palestra – Do Grego palaistra, “escola, local para exercícios”, de palaíein, “lutar”. 

Todas as palestras são personalizadas em conformidade com a necessidade do solicitante. 

Aos doze anos de idade, filho de pais separados e estudante de escola pública, sempre teve um sonho, o de hastear a bandeira nacional, porém, esse sonho nunca fora realizado. Para hastear a bandeira nacional era preciso ser um excelente aluno, ter as melhores notas e um comportamento exemplar, algo que não se ajustava aquele adolescente. 

Numa daquelas quartas-feiras, diante do seu sonho secreto, o adolescente estava ansioso para ver mais uma vez a bandeira sendo hasteada e o hino nacional cantado por todos da escola. Algo indesejado aconteceu antes de iniciar a cerimônia, o adolescente e sua colega de classe se desentenderam na fila, nesse momento a madrasta do adolescente estava na escola para a reunião da sua irmã por parte de pai. A coleguinha saiu correndo e foi em direção a sua madrasta e ali fez a sua “reclamação”.

Quando a colega retornou para a fila, o conflito se intensificou, pois o adolescente tinha certeza que ao chegar em sua casa, iria apanhar de seu pai. Nesse momento, agindo mais na base emocional que racional, agrediu a colega com um chute.

Após a agressão, o professor pegou o adolescente pelo braço e colocou na frente de todos os alunos, eram em média uns seiscentos alunos. No momento em que o adolescente estava na frente de todos os alunos, o que ele ouviu, viu e sentiu foi algo que consegue lembrar nitidamente até o dia de hoje. 

A cena foi exatamente essa, diante do seu sonho secreto, ouvindo as vaias, gritos e assobios, sentiu seu mundo desmoronar, uma sensação de vergonha, medo, raiva, constrangimento e culpa. 

A vaias, gritos e assobios foram interrompidos após iniciar o hino nacional, mas todos aqueles sentimentos “ruins” continuavam presentes. Ao término do hino nacional, o adolescente saiu correndo em direção a sua sala de aula e num ato “irracional” derrubou algumas carteiras e cadeiras, não estava equilibrado emocionalmente.

O professor ao perceber o ato do aluno em sala de aula, correu em sua direção, pegou pelo braço e o empurrou na parede, os materiais que estavam ainda nas mãos do aluno, caíram no chão, a cena era de total devastação, tanto física quanto psicológica.

Os alunos foram entrando na sala e arrumando as carteiras e cadeiras, outros professores foram até a sala para saber o que havia acontecido. O professor chorou e fez um discurso que não tinha família, que os alunos eram a sua família. Após o discurso emocionante do professor, todos choraram. 

A pedido de uma professora que estava em sala de aula, o adolescente foi convidado a ir na frente e pedir perdão para o professor, o aluno se levantou chorando, pediu desculpas e ambos se abraçaram e choraram.

O adolescente retornou para o seu lugar, estava mais aliviado por ter diminuído a culpa em relação ao seu mau comportamento, mas tinha certeza de duas coisas, a primeira é que realmente ficaria impossibilitado de hastear a bandeira nacional e a segunda que ao chegar em casa apanharia do seu pai.
Ao ouvir o sinal para ir embora, o adolescente estava muito ansioso e com medo, pois sabia que ao chegar em casa iria enfrentar mais uma etapa daquele dia “tenebroso”. Ao sair da sala de aula e dirigir-se ao portão de saída da escola, eis que surge uma professora, para em sua frente e pergunta: Onde você vai? O adolescente responde: “pra casa”. 

A professora responde asperamente, você não vai! O adolescente respondeu, “o professor me perdoou”. A professora replica, ele pode ter perdoado, mas eu não te perdoei. Vem comigo para a diretoria, você vai ficar aqui até seu pai sentir a sua falta.

Naquele momento o adolescente acompanhou a professora até a diretoria e aguardou o seu pai sentir a sua falta.

A cada minuto que passava a angústia aumentava, a expectativa de ver o pai chegando na escola para procurar pelo seu filho, aquele que brigou com sua colega na fila e não bastasse, brigou também com o professor.

O pai do adolescente chegou na escola, olhou para o seu filho sentado na sala da direção, perguntou aos responsáveis, o que ele aprontou?

Os professores contaram o ocorrido e disseram que não era pra bater no adolescente, o fato é que essa sugestão foi acatada pelo pai do adolescente, não apanhou, mas ouviu um sermão que serviu para a vida.

Diante dessa história, nunca buscaram conversar com aquele adolescente sobre a sua necessidade emocional, história de vida, o que estava acontecendo com ele, quais eram os motivos que levavam ele a cometer aqueles maus comportamentos, enfim, são situações que podem acontecer na atualidade, na vida de um outro adolescente ou de um outro professor.

A história não serve para justificar os maus comportamentos do adolescente e muito menos para concordar com alguns “absurdos” que ocorrem atualmente em sala de aula, mas para fazermos uma reflexão sobre como podemos ajudar alunos e professores que sofrem e não conseguem expressar o que realmente estão vivenciando.

Por onde anda esse adolescente? 
Atualmente é psicólogo, casado, pai de dois filhos, um menino e uma menina. Realiza palestras em instituições públicas e privadas, atua como mediador através do TJSP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo), realiza Atendimento Clínico Psicológico no consultório, trabalha com programas de desenvolvimento pessoal e profissional nas empresas e ministra o curso – Capacitação Profissional da Rede de Acolhimento.

– Relacionamento Familiar X Desempenho Profissional
– A importância dos pais na vida dos filhos
– Regras e Limites
– Propósito – O poder da Ação
– Bullying e Traumas Psicológicos
– Preocupação e Planejamento
– Ansiedade normal X Ansiedade patológica
– Violência Doméstica
– Jogos X Práticas perigosas
– Prevenção ao Suicídio
– Capacitação Profissional da Rede de Acolhimento (Curso: carga horária – 24h)

Celso Andrade – CRP: 06/117375

Psicólogo; com ênfase em processos educativos – coordenador de desenvolvimento pessoal e profissional, responsável pela empresa LSV Assessoria e Consultoria Ltda – ME.
Atua como perito judicial no TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo), é conciliador e mediador pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça), atuando no Tribunal de Justiça de Santana de Parnaíba – SP. 
Certificado em Habilitação e Reabilitação Neuropsicológica Luriana pelo Moscow Research Center of Developmental Neuropsychology – Rússia e em Psicologia Clínica em Programas de Reabilitação pelo Hospital Israelita Albert Einstein. 
Atua como psicólogo clínico e educacional, atendendo crianças, adolescentes e família. 
Suas palestras são direcionadas para a reflexão entre as duas principais esferas – Família e Trabalho – O equilíbrio é fundamental.
As palestras e cursos são realizados em organizações públicas e privadas.
“Quem observa o vento não semeia; e quem examina as nuvens não sega.” (Salomão – rei de Israel).
Para saber mais sobre as palestras e agendamento – entre em contato.

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